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Dr. João conduz articulação e garante retorno de 56 profissionais ao Samu em MT

Anúncio feito pelo governo do estado encerra impasse e consolida atuação do primeiro-secretário, que interveio desde o início da crise

04/05/2026 às 10h28
Por: Adão Gomes Fonte: Assembleia Legislativa - MT
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Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dr. João (MDB), destacou a importância da decisão do governo do estado de renovar os contratos dos 56 servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que haviam sido desligados. O anúncio foi feito pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), na quinta-feira (30) e representa o desfecho de uma mobilização que teve participação direta do parlamentar e da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da ALMT, da qual ele faz parte.

 Desde o início do impasse, Dr. João assumiu a defesa dos profissionais e do próprio serviço de atendimento pré-hospitalar, recebendo os servidores em seu gabinete, cobrando esclarecimentos públicos, articulando reuniões e reforçando, dentro da Assembleia, a necessidade de preservar uma estrutura essencial para salvar vidas.

 Para o deputado, a renovação dos contratos confirma que a atuação firme da Assembleia, especialmente por meio da Comissão de Saúde, cumpriu seu papel institucional de intermediar o conflito e defender o interesse público.

 “Essa é uma vitória que nós construímos com muito diálogo, firmeza e responsabilidade. Desde o começo, eu assumi essa luta porque estava claro que não se tratava apenas de vínculo de trabalho, mas da preservação de um serviço essencial para a população. Quero agradecer ao governador Otaviano Pivetta pela sensibilidade em compreender a gravidade do tema e por tomar uma decisão correta, que protege os profissionais e, principalmente, garante mais segurança no atendimento à população”, afirmou Dr. João.

 O parlamentar também fez questão de destacar que a Comissão de Saúde da Assembleia existe justamente para agir em momentos como esse, quando a saúde pública exige resposta rápida, mediação política e cobrança institucional.

 “A Comissão de Saúde funciona para isso: para defender os melhores interesses da população de Mato Grosso e da saúde pública. Quando há risco de enfraquecimento de um serviço tão importante quanto o Samu, a Assembleia não pode se omitir. Nós entramos em campo, ouvimos os servidores, cobramos o governo, buscamos o Ministério da Saúde e ajudamos a construir essa solução”, completou.

 A reviravolta ocorre poucos dias depois de uma sequência de medidas articuladas pela Assembleia. Na última terça-feira (28), a Comissão de Saúde realizou reunião com representantes do Ministério da Saúde e com o então governador em exercício, Otaviano Pivetta, para debater alternativas que evitassem o enfraquecimento do Samu em Cuiabá, Várzea Grande e região. Na ocasião, Pivetta já havia admitido a possibilidade de rever a situação dos contratos e convidado os envolvidos para uma nova rodada de diálogo.

 Antes disso, a pressão institucional já havia levado uma equipe técnica da direção nacional do Samu e do Ministério da Saúde a Cuiabá para vistoriar bases, veículos e a estrutura do atendimento, após denúncias de possível desmonte do serviço encaminhadas pela Comissão de Saúde da ALMT e pelo sindicato da categoria. A vistoria federal foi um dos marcos da ofensiva liderada no Parlamento para impedir perdas maiores no atendimento de urgência.

 Ao longo de toda a crise, Dr. João manteve a posição de que não havia incompatibilidade entre o trabalho do Samu e o do Corpo de Bombeiros, desde que houvesse cooperação técnica e atuação harmônica, como já ocorre em Tangará da Serra, município frequentemente citado por ele como exemplo de integração bem-sucedida no atendimento pré-hospitalar. Para o deputado, o erro estava em enfraquecer uma estrutura consolidada em vez de buscar somar forças.

 Com a renovação dos contratos, Dr. João avalia que o episódio deixa uma lição importante sobre o papel do Parlamento na defesa da saúde pública. Segundo ele, mais do que resolver um problema pontual, a Assembleia ajudou a reafirmar que decisões sobre serviços essenciais precisam ser tomadas com diálogo, planejamento e responsabilidade com a população.

 “Fortalecer o Samu é, acima de tudo, proteger vidas e reafirmar o compromisso com o acesso universal e integral à saúde”, concluiu o deputado.

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