
TCE-AM celebra dois anos da Ouvidoria da Mulher com solenidade de mérito, palestra magna sobre identidade feminina e projetos que já transformaram vidas dentro da Corte de Contas do Amazonas
Adão Gomes- Jornalista
Há exatamente dois anos, o Tribunal de Contas do Amazonas tomou uma decisão que poucos tribunais de contas do país haviam ousado: criou uma estrutura institucional exclusivamente dedicada a ouvir, acolher e fortalecer mulheres dentro e fora de seus muros. Não foi um gesto simbólico. Foi uma declaração de posicionamento — e agora, no dia 16 de abril, o TCE-AM volta ao centro do palco para mostrar o que esse posicionamento produziu em dois anos de funcionamento real, com projetos, escuta qualificada e reconhecimento que já mudaram trajetórias concretas.
A solenidade de outorga da Medalha de Honra ao Mérito à Mulher acontece a partir das 9h, no auditório da Corte, e marca o segundo aniversário da Ouvidoria com uma programação que combina reconhecimento, debate e formação. Mulheres de diferentes áreas de atuação receberão a distinção mais importante que o tribunal pode conferir a uma trajetória feminina: o reconhecimento institucional de que sua história importa, que sua resistência tem nome e que seu impacto é real e documentado. Em um país onde o apagamento de histórias femininas ainda é rotina, a medalha funciona como instrumento de memória — e de justiça.
A palestra magna tem peso à altura da data. A psicanalista, coach executiva e mentora Eliane Martins — com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento emocional e liderança feminina, e presença digital que alcança centenas de milhares de pessoas diariamente — sobe ao palco com o tema "A Força da Mulher que Permanece". O título diz tudo: não é sobre a mulher que venceu apesar das circunstâncias. É sobre a que ficou de pé enquanto tudo ao redor pedia que ela cedesse. Sua abordagem integra escuta clínica, inteligência emocional e estratégias práticas de transformação comportamental — uma combinação que, em um ambiente institucional como o TCE-AM, ganha dimensão ainda maior, porque fala diretamente às mulheres que constroem, com consistência silenciosa, as estruturas que sustentam o Estado.
No período da tarde, o evento revela o que a Ouvidoria produziu nesses dois anos. Os projetos "Icamiabas" e "Cunhatãs e Curumins da Igualdade" serão apresentados ao público — iniciativas que não existiam antes de 2024 e que hoje representam marcos concretos de uma política institucional de equidade. O projeto Icamiabas, inspirado nas guerreiras da mitologia amazônica, traduz exatamente o que o nome evoca: mulheres que não pedem licença para ocupar espaço. Já o "Cunhatãs e Curumins da Igualdade" amplia o horizonte geracional, plantando nas crianças e jovens a compreensão de que equidade não é pauta de adultos — é valor que se constrói desde cedo. Juntos, os dois projetos mostram que a Ouvidoria da Mulher do TCE-AM não é um canal passivo de denúncias: é um laboratório ativo de transformação cultural. Uma roda de conversa encerra o dia, mantendo o que toda boa estrutura de escuta precisa preservar: espaço para a voz que ainda não foi ouvida.
A conselheira-presidente Yara Amazônia Lins foi direta ao anunciar o evento: "Será um evento de reconhecimento e valorização não apenas das mulheres homenageadas, mas de todas aquelas que diariamente constroem uma sociedade mais justa, sensível e equilibrada." A frase não é protocolar. Ela resume o que diferencia este tribunal no cenário nacional: a compreensão de que reconhecer mulheres não é uma concessão generosa — é uma obrigação institucional de quem exerce controle sobre recursos públicos que afetam toda a sociedade. Poucos tribunais de contas brasileiros chegaram a esse nível de consciência institucional. O Amazonas chegou.
Se o evento for transmitido e disponibilizado ao público — e há toda razão para que seja —, o impacto vai muito além do auditório. Manaus, o interior do estado e outros tribunais do país têm muito a aprender com o que o TCE-AM construiu em apenas dois anos. A Ouvidoria da Mulher não nasceu como projeto piloto sem destino: nasceu como política. E políticas que funcionam merecem ser vistas, replicadas e celebradas sem modéstia.
Verificação realizada em parceria: Nafesta + Adão Gomes, jornalista MTB-000191/AM, seguindo protocolo AZR-BRS de governança cognitiva. Strategic Foresight & Cognitive Governance. Esta análise consultou várias bases institucionais verificáveis. Analista de Inteligência Política, Empresarial, Setorial e Estratégica. MBA em IA para Organizações Contemporâneas — La Salle University. SNCPI — Sistema de Governança Cognitiva Ativo. Fundador do portal de notícias mais antigo do Amazonas (desde 2000). Especialista em Análise de Risco Estratégico e Blindagem de Dados. 25 anos · +82.000 matérias publicadas, com zero processos judiciais, cujos textos são de sua autoria, utilizando apoio das fontes pesquisadas com as plataformas de IA. "A tecnologia executa, o autor conduz." Metodologia Proprietária — Protocolo AZR-BRS v2.0 AZR Híbrido. www.nafesta.com.br
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