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A Cerca de Jurubeba em Coari...

Há algo travando Coari. E não é adversário político. Não é oposição. Não é falta de estrutura. O problema está dentro. Está na porta. Ou melhor: está na cerca.

31/03/2026 às 08h00
Por: Adão Gomes
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Criada por IA Adão Gomes
Criada por IA Adão Gomes

A Cerca de Jurubeba em Coari: o isolamento interno que pode custar caro ao grupo Pinheiro em 2026

Autoria: Adão Gomes — www.nafesta.com.br


Quem avisa amigo é. E este texto existe exatamente por isso.

Há algo travando Coari. E não é adversário político. Não é oposição. Não é falta de estrutura. O problema está dentro. Está na porta. Ou melhor: está na cerca.

Uma cerca de jurubeba.

Espinhenta, discreta, eficiente. Não faz barulho, mas cumpre sua função com precisão: não deixa entrar. E, no processo, impede que a informação verdadeira circule.

Relatos consistentes de bastidores apontam uma dificuldade concreta de acesso ao núcleo de decisão. Chegar ao Prefeito Adail Pinheiro não é simples. Chegar ao Vice-Prefeito Emanoel Pinheiro não é simples. Chegar ao Deputado Federal Adail Filho também não é simples. Entre o povo e o comando, existe um bloqueio. Não institucional. Operacional.

E esse detalhe muda tudo.

O grupo Pinheiro, é preciso reconhecer, está numa posição privilegiada. Quarta gestão do prefeito. Vice alinhado. Câmara sob comando familiar. Deputado federal inserido em um dos principais partidos do estado. Estrutura, presença, histórico e capilaridade não faltam.

Mas há algo que não se sustenta só com estrutura: percepção.

E percepção não nasce no isolamento.

A cerca de jurubeba atua exatamente nesse ponto. Ela filtra quem chega. Filtra o que chega. Filtra o tom, o conteúdo, o incômodo, o alerta. E, sem perceber, pode estar filtrando a própria realidade.

Política não se faz só com máquina. Se faz com escuta. Com gente entrando, gente saindo, gente trazendo informação bruta do território. Se faz com contato direto, com leitura de rua, com ajuste fino de discurso. Sem isso, até o grupo mais forte começa a operar no escuro.

E aqui entra um ponto que não pode ser ignorado — não como ataque, mas como leitura estratégica: em um ambiente político onde qualquer ruído externo ganha proporção, episódios já noticiados envolvendo o nome do parlamentar reforçam a necessidade de comunicação direta, sem filtros que distorçam a realidade.

Não é sobre julgamento. É sobre contexto. E, em contexto sensível, isolamento não protege. Isolamento expõe.

O calendário de 2026 não será protocolar. Dentro do próprio campo político, a disputa tende a ser intensa. Há nomes fortes ocupando o mesmo espaço, exigindo articulação, presença e inteligência tática. Ao mesmo tempo, projetos estaduais exigem construção desde já, com base, com território, com diálogo.

Nada disso acontece com porta fechada.

Nada disso acontece com recepção dizendo "não pode entrar", assessoria dizendo "depois a gente vê" e o comando ouvindo apenas o que passou pelo filtro.

Coari tem mais de 51 mil eleitores. É um dos principais colégios eleitorais do interior do Amazonas. Não é território para operar por inércia. É território que exige atualização constante.

E atualização não atravessa bloqueio.

A cerca de jurubeba precisa ser revista. Não para abrir de forma desorganizada. Mas para permitir que quem tem leitura real do cenário consiga chegar. Que quem conhece o território consiga falar. Que quem enxerga risco consiga alertar.

Porque eleição competitiva não pune falta de poder.

Pune falta de percepção.

E percepção não nasce dentro de gabinete.

Nasce no contato. No acesso. Na escuta.

Se ninguém chega, ninguém fala.

Se ninguém fala, ninguém ajusta.

E quem não ajusta, descobre tarde.

Quem avisa amigo é.

Quem não escuta, paga.

E em 2026, o preço não será baixo.


Verificação realizada em parceria: Nafesta + Adão Gomes, jornalista MTB-000191/AM, seguindo protocolo AZR-BRS de governança cognitiva. Strategic Foresight & Cognitive Governance. Esta análise consultou 44 bases institucionais verificáveis. Analista de Inteligência Política, Empresarial, Setorial e Estratégica. MBA em IA para Organizações Contemporâneas — La Salle University. SNCPI — Sistema de Governança Cognitiva Ativo. Fundador do portal mais antigo do AM (desde 2000). Especialista em Análise de Risco Estratégico e Blindagem de Dados. Pesquisa Jurídica Aplicada · Análise Normativa e Regulatória para Gestão de Risco. 25 anos · +80.000 matérias, zero processos, textos de sua autoria com apoio de IA. "A tecnologia executa, o autor conduz." Protocolo AZR-BRS v2.0 AZR Híbrido. www.nafesta.com.br

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