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Senado 2026: Amazonas entra em colapso eleitoral com três candidatos empatados ...

Na região Norte, com 14 vagas em jogo distribuídas entre sete estados, o Amazonas concentra a incerteza máxima, mas não está sozinho na imprevisibilidade.

30/03/2026 às 15h26 Atualizada em 30/03/2026 às 15h50
Por: Adão Gomes
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Criada por IA Adão Gomes
Criada por IA Adão Gomes

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Senado 2026: Amazonas entra em colapso eleitoral com três candidatos empatados — e o Brasil redesenha sua câmara alta em disputa que pode mudar a relação de forças entre esquerda e direita

O levantamento das pesquisas eleitorais para o Senado Federal nas eleições de 2026, compilado pelo canal Se Liga Brasil e divulgado na semana de 30 de março, revela um país profundamente fragmentado em 54 disputas que correm em paralelo, estado por estado, com resultado ainda imprevisível na maioria das cadeiras. São 27 estados, duas vagas cada, e uma equação simples que esconde uma guerra política de alta complexidade.

O Amazonas deu ao levantamento o cenário mais impactante de todo o país. Capitão Alberto Neto, do PL, aparece com 22%, Eduardo Braga, do MDB, com 20%, e Wilson Lima, do União Brasil, também com 20%. Dois pontos separam o primeiro do terceiro colocado. Na prática, não há líder: há três candidatos em colisão frontal, todos dentro da margem de erro, todos com chances reais de ocupar uma das duas vagas em disputa. Para quem acompanha a política amazonense, o número não é surpresa — é confirmação de uma disputa que reúne um ex-governador federal, um senador consagrado e um ex-governador estadual, três peso-pesados que não se deram ao trabalho de recuar. O Amazonas, em 2026, pode eleger qualquer combinação entre esses três nomes, e qualquer resultado vai remodelar a representação da bancada federal da Amazônia.

Norte: o Amazonas é o epicentro, mas a região entrega mais do que parece

Na região Norte, com 14 vagas em jogo distribuídas entre sete estados, o Amazonas concentra a incerteza máxima, mas não está sozinho na imprevisibilidade. O Acre tem Gladson Camelli liderando com 26,2%, com três candidatos empatados tecnicamente para a segunda vaga — Márcio Bitar, Jorge Viana e Mara Rocha separados por 0,9 ponto percentual. No Amapá, Raíça Furlan do Podemos lidera com 33%, seguida por Randolf Rodrigues, do PT, com 20%, numa disputa onde a esquerda ainda não consolidou sua posição de força. Roraima apresenta Teresa Surita e Denarum separados por apenas três pontos, dentro da margem de erro. Já Pará e Tocantins têm líderes consolidados: Hélder Barbalho no Pará com 41%, e Eduardo Gomes em Tocantins com 37,3%.

Nordeste: o PT sonha com a Bahia inteira, mas Ceará e Pernambuco resistem

A região Nordeste, com 18 vagas, é o campo de batalha mais heterogêneo do país. O Maranhão de Carlos Brandão é o caso mais dramático: 37,7%, uma vantagem de 29 pontos sobre a segunda colocada, a liderança mais sólida de todo o levantamento nacional. A Paraíba de João Azevedo não fica atrás: 46,7%, seguido por Veneziano com 13%, uma diferença de 33 pontos. Na Bahia, o PT sonha com vaga dupla — Rui Costa lidera com 23,38% e Jaques Wagner aparece em segundo com 19,23%. No Ceará, o cenário é oposto: Capitão Wagner, do União Brasil, lidera com 26%, e a segunda vaga está aberta entre MDB, PL e PT, tecnicamente empatados entre 15 e 18%. Pernambuco confirma a fragmentação: Humberto Costa, do PT, lidera com 24%, mas Silvio Costa Filho, dos Republicanos, está a apenas três pontos, e Anderson Ferreira, do PL, vem logo atrás. O Nordeste vai entregar vagas para todos os espectros políticos.

Centro-Oeste: a direita consolida, mas Mato Grosso do Sul é a exceção que desafia

O Centro-Oeste tem oito vagas e o quadro mais nítido de hegemonia conservadora do país. Mauro Mendes domina o Mato Grosso com 40,5%, Gracinha Caiado lidera Goiás com 24,3%, e Michele Bolsonaro está à frente no Distrito Federal com 23%. A exceção é o Mato Grosso do Sul, onde três candidatos — Azambuja, Nelsinho Trad e Capitão Contar — estão separados por 2,6 pontos. Qualquer resultado cabe nesse estado.

Sudeste: São Paulo tem quatro candidatos dentro de 16 pontos; Minas é caos

O Sudeste decide o peso simbólico e político do Senado. São Paulo apresenta o cenário mais competitivo da maior bancada eleitoral do Brasil: Fernando Haddad lidera com 36,5%, Marina Silva com 31,3%, Guilherme Boulos com 29,9%, e Coronel Araújo, do PL, com 20,3%. Quatro candidatos, duas vagas, campo ideológico radicalmente dividido — e nenhuma certeza. Em Minas Gerais, Marília Campos, do PT, lidera com 17%, numa corrida com quatro candidatos entre 12% e 17%. No Rio de Janeiro, Cláudio Castro lidera com folga: 29,2% contra 15,1% de Benedita da Silva. O Espírito Santo dá vantagem confortável a Casagrande, com 30%.

Sul: a direita domina, mas o Rio Grande do Sul ainda guarda surpresa

No Sul, com seis vagas, o PL e partidos de centro-direita largam na frente em todos os estados. Santa Catarina tem Carol de Tony e Carlos Bolsonaro — ambos do PL — nas duas primeiras posições. No Paraná, Deltan Dallagnol lidera com 25,4%, mas sua elegibilidade ainda está em discussão jurídica. No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite lidera com 27,7%, mas Marcel van Hattem aparece a menos de cinco pontos, com a segunda vaga em disputa aberta entre quatro candidatos.

O balanço final: a direita começa na frente, mas não tem o jogo ganho

Considerando PT, PSOL e PCdoB como esquerda, e os demais partidos — PL, União Brasil, PSD, MDB, Republicanos, PP, Podemos, PDT e outros — como direita ou centro-direita, a leitura das pesquisas é inequívoca: a direita lidera na esmagadora maioria dos estados. Nas lideranças mais consolidadas deste levantamento, PT aparece à frente em Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Bahia, além de posições disputadas no Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará. A esquerda pode chegar a algo entre 14 e 18 cadeiras das 54 em disputa, em cenário favorável — o que representaria entre 26% e 33% das vagas. A direita, com suas lideranças consolidadas no Norte, Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste, aponta para entre 32 e 38 cadeiras, o que equivale a entre 59% e 70% do total.

O resultado, se as pesquisas se confirmarem, consolidaria a direita como força majoritária no Senado renovado. A esquerda, por sua vez, só reverte esse quadro se vencer as disputas abertas nos estados onde está competindo — especialmente São Paulo, que pode enviar dois ou três nomes progressistas para Brasília, e nas disputas empatadas do Nordeste.

O Brasil que vai às urnas em outubro de 2026 não vai apenas escolher senadores. Vai escolher quem controla a câmara alta que analisa projetos, aprova indicações para o STF e o Banco Central, e arbitra as reformas que o governo federal precisar negociar nos próximos oito anos.


Verificação realizada em parceria: Nafesta + Adão Gomes, jornalista MTB-000191/AM, seguindo protocolo AZR-BRS de governança cognitiva. Strategic Foresight & Cognitive Governance. Esta análise consultou 44 bases institucionais verificáveis. Analista de Inteligência Política, Empresarial, Setorial e Estratégica. MBA em IA para Organizações Contemporâneas — La Salle University. SNCPI — Sistema de Governança Cognitiva Ativo. Fundador do portal mais antigo do AM (desde 2000). Especialista em Análise de Risco Estratégico e Blindagem de Dados. Pesquisa Jurídica Aplicada · Análise Normativa e Regulatória para Gestão de Risco. 25 anos · +80.000 matérias, zero processos, textos de sua autoria com apoio de IA. "A tecnologia executa, o autor conduz." Protocolo AZR-BRS v2.0 AZR Híbrido. www.nafesta.com.br

 
 
 
 
 

 

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