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David Almeida faz balanço explosivo no CM7

“As quatro máquinas vieram contra mim e perdi”: David Almeida faz balanço explosivo no CM7, destrói adversários e anuncia que abril marca o início de uma nova disputa no Amazonas

04/03/2026 às 08h00
Por: Adão Gomes
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Criada por IA Adão Gomes
Criada por IA Adão Gomes

ANÁLISE POLÍTICA E ESTRATÉGICA – ELEIÇÕES 2026

"As quatro máquinas vieram contra mim e perdi": David Almeida vai ao CM7, expõe adversários, apresenta números da gestão e sinaliza candidatura ao governo do Amazonas em abril

Há algo que não se improvisa no timing político. Natural do Morro da Liberdade, zona sul de Manaus, David Almeida escolheu o programa "Cileide Moussallem Entrevista", da TV CM7/Portal CM7, para confirmar, em 3 de março de 2026, o que o cenário amazonense já antecipava: deixará a prefeitura em abril para disputar o Governo do Amazonas. A conversa durou quase uma hora e revelou três eixos de posicionamento — contraste com a gestão estadual, enfrentamento direto com o senador Omar Aziz e uso dos indicadores municipais como credencial administrativa. A corrida eleitoral de 2026, na prática, já começou.


O governador que não defende o legado

Um dia antes da entrevista, o governador Wilson Lima (União Brasil) anunciou que não disputaria o Senado em 2026. Para Almeida, a decisão é reveladora. "A decisão dele ontem de ficar é a confirmação, é o reflexo do fracasso administrativo da sua gestão", declarou. A análise tem contexto histórico: governadores como Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, Eduardo Braga e Omar Aziz foram ao Congresso após o Palácio Rio Negro. Lima, com duas vagas disponíveis, não disputa nenhuma.

O prefeito sustenta sua crítica com números. Segundo sua avaliação, o governo estadual administrou cerca de R$ 202 bilhões ao longo do mandato, podendo alcançar R$ 250 bilhões até o final do período — sem que isso se traduzisse, proporcionalmente, em hospitais públicos, UPAs, delegacias ou maternidades construídas. Vale registrar: essas afirmações compõem a narrativa de oposição do entrevistado. A consolidação ou contestação desses dados depende de auditorias oficiais, relatórios técnicos e análises independentes. O interior do Amazonas, na visão de Almeida, é o retrato mais fiel dessa omissão: municípios sem água tratada, com efetivo policial insuficiente, hospitais e escolas em deterioração avançada.


Omar Aziz: denúncia de pressão política

A entrevista ganhou contornos de denúncia quando o tema chegou ao senador Omar Aziz (PSD), principal adversário na disputa pelo Palácio Rio Negro. Almeida afirmou haver pressão sobre prefeitos do interior que sinalizam apoio à sua pré-candidatura. "Tem prefeito sendo intimidado, tem prefeito sendo ameaçado, tem prefeito sendo coagido", disse, sem citar nomes, mas sem deixar dúvida sobre o alvo.

O prefeito também relacionou uma operação policial envolvendo o vice-governador Tadeu de Souza — ex-chefe de gabinete que migrou para o campo adversário — ao ambiente de disputa eleitoral. "Essa operação foi uma tentativa de intimidação", declarou, sugerindo que Aziz teria tido conhecimento prévio. Tais afirmações refletem a percepção política do entrevistado. Até o momento, não há decisão judicial que vincule formalmente os fatos mencionados a qualquer agente político citado.

"Eu já enfrentei quase todos na eleição de 2024. As quatro máquinas ficaram contra mim. Bolsonaro veio aqui duas vezes, Michelle, Damares, Nikolas, todo mundo veio", afirmou. A narrativa é estratégica: o candidato do povo contra a máquina rendeu reeleição com 54,58% dos votos. Em 2026, o mesmo roteiro será encenado em escala estadual.


Eduardo Braga: reconhecimento e espera

A relação com o senador Eduardo Braga (MDB) foi tratada com cautela calculada. Almeida reconheceu publicamente o papel de Braga na viabilização de 4.700 unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida — "ele foi um gigante nessa articulação" — mas deixou entrever desconforto com a neutralidade que o emedebista mantém diante da sucessão. Braga governou o Amazonas entre 2003 e 2010 e disputou o governo em 2018 contra o próprio Almeida. Hoje permanece em posição de observação antes de definir palanque. O prefeito agradece, não confronta e aguarda. A geometria eleitoral do MDB no interior é terreno que Almeida avalia como permeável à sua candidatura.


Gestão municipal como currículo de campanha

O eixo central da entrevista foi o uso dos indicadores administrativos como argumento eleitoral. Manaus saiu da 13ª para a 5ª posição entre as capitais no IDEB, alcançando 6,2 nos anos iniciais e 5,2 nos finais — acima da média nacional. Foram 390 escolas reformadas, construídas ou ampliadas. As vagas em creches saltaram de pouco mais de 5 mil para mais de 14 mil. A cobertura da atenção primária em saúde passou de 47% para 92%, com 128 UBSs reformadas ou construídas. Pela primeira vez em 356 anos, Manaus terá um hospital municipal público — em construção, com entrega prevista.

Na infraestrutura: mais de 3.660 ruas recapeadas, 21 ramais asfaltados — algo inédito na história da cidade —, três viadutos entregues, frota de ônibus renovada com redução tarifária de R$ 6 para R$ 5. A Guarda Municipal passou de 2 para 80 viaturas. O argumento que amarra tudo é comparativo: Manaus concentra 55% da população do estado com orçamento de R$ 11 bilhões — menos de um terço dos R$ 36 bilhões do governo estadual, que administra os outros 45%. "O governador tem menos da metade da população e tem um orçamento mais de três vezes maior", resumiu. A pergunta implícita se impõe: o que faria com mais?

Almeida declarou apoio em 57 dos 62 municípios do estado — número que deverá ser confirmado no período oficial de convenções. Em 2018, com estrutura menor e sem máquina política relevante, obteve 417.203 votos, o triplo de Aziz. A projeção para 2026 é de desempenho superior no interior ao que terá na própria capital.


Dimensão pessoal e os riscos do caminho

A entrevista também teve momento humano. Almeida mencionou a morte do filho Davi Benedito, ocorrida dois meses antes. "Eu não posso nem fazer uma postagem de saudade do meu filho, senão vão dizer que eu estou usando politicamente", disse. Antes, havia perdido a esposa em 2019 e a mãe na véspera da eleição de 2020. Venceu mesmo assim. Foi reeleito. Segue em campanha. Quando lhe entregaram uma granada de treinamento e pediram que indicasse o alvo entre os adversários, recusou. "Eu sou um homem cristão, oro pelos meus inimigos." O gesto contrasta com a agressividade dos ataques verbais e revela estratégia calculada: ocupar o espaço de vítima da perseguição política sem parecer vingativo.

Os riscos são reais e identificáveis. Eventual ampliação de investigações envolvendo atores próximos, reorganização de alianças partidárias e desgaste da gestão durante a transição são variáveis concretas. A falta de estrutura do Avante no interior é fragilidade reconhecida. A narrativa de gestor eficiente perseguido precisa ser sustentada por meses, sem deslizes que revertam o argumento contra o próprio candidato.

O que a entrevista ao CM7 deixa claro é que a disputa de 2026 no Amazonas já ingressou em fase preliminar de posicionamento estratégico. A capacidade de transformar desempenho administrativo em capital eleitoral estadual — e de sustentar essa conversão ao longo dos próximos meses — será o teste definitivo da candidatura.


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Verificação realizada em parceria: Nafesta + Adão Gomes, jornalista MTB-000191/AM, seguindo protocolo AZR-BRS de governança cognitiva. Strategic Foresight & Cognitive Governance. Esta análise consultou 44 bases institucionais verificáveis. Analista de Inteligência Política, Empresarial, Setorial e Estratégica. MBA em IA para Organizações Contemporâneas — La Salle University. SNCPI — Sistema de Governança Cognitiva Ativo. Fundador do portal de notícias mais antigo do Amazonas (desde 2000). Especialista em Análise de Risco Estratégico e Blindagem de Dados. Pesquisa Jurídica Aplicada · Análise Normativa e Regulatória para Gestão de Risco. 25 anos · +80.000 matérias publicadas, com zero processos judiciais, cujos textos são de sua autoria, utilizando apoio das fontes pesquisadas com as plataformas de IA. "A tecnologia executa, o autor conduz." Metodologia Proprietária — Protocolo AZR-BRS v2.0 AZR Híbrido. www.nafesta.com.br

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