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Será Roberto Cidade o Curupira da Política Amazonense?

Entre os dois mandatos estaduais, Cidade não ficou parado no plenário aguardando o próximo ciclo. Como presidente da Aleam por três mandatos consecutivos — feito sem precedente na história da Casa, que remonta a 1835

25/02/2026 às 08h00 Atualizada em 25/02/2026 às 09h17
Por: Adão Gomes
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Criada por IA Adão Gomes-Ilustrativa
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Análise Política-Estratégica · Eleições 2026

 

Será Roberto Cidade o Curupira da Política Amazonense? Enquanto David Almeida Empunha o Escudo de Ajuricaba no Palanque, o Guardião das Trilhas Prepara Brasília nas Sombras da Floresta

Análise estratégica aprofundada — 42 fontes consultadas | Protocolo AZR-BRS v2.0 | Framework Master v1.0 | nafesta.com.br

Autoria: Adão Gomes — www.nafesta.com.br · 25 de fevereiro de 2026

Manaus tem dois mitos fundadores que resistiram ao tempo, ao esquecimento e à política. O primeiro é Ajuricaba, o chefe tupinambá que preferiu atirar-se no Rio Negro a render-se aos colonizadores portugueses, tornando-se símbolo eterno de resistência e identidade amazonense. O segundo é o Curupira, o ser das matas que protege a floresta com astúcia, com pés virados para trás e com uma presença invisível até o momento em que o intruso percebe que foi cercado, desorientado e derrotado sem que houvesse um único confronto direto. Durante décadas, esses arquétipos habitaram o imaginário popular amazônico sem entrar formalmente na linguagem da política eleitoral. Em 2026, isso mudou — e os dois mitos encontraram rostos.

David Almeida subiu ao palanque e declarou-se Ajuricaba. O gesto épico, a resistência pública, o nome dito em voz alta às margens do Rio Negro. A epifania como estratégia de comunicação. O prefeito reeleito de Manaus transformou o mito em declaração de candidatura, de identidade amazônica e de combate político. A aposta é no estrondo, na ruptura dramática, no momento de inflexão que gruda na memória do eleitor e que transforma um político em símbolo antes mesmo que a campanha formal comece.

A poucos quilômetros dali, no Parque das Laranjeiras, um político radicalmente diferente move suas peças em silêncio. Roberto Cidade não subiu a nenhum palanque para anunciar seu arquétipo. Não precisou. Quem acompanhou a trajetória do deputado estadual mais votado da história do Amazonas reconhece, nas entrelinhas da sua operação política, os traços inconfundíveis do Curupira: presença territorial constante que não se anuncia mas que está em todos os lugares ao mesmo tempo, alianças que se desfazem e se refazem sem trauma visível, rastros que confundem adversários e uma estrutura de poder construída nas sombras muito antes de qualquer anúncio público. Se Ajuricaba é o grito que ecoa no Rio Negro, o Curupira é o silêncio que precede a emboscada.

── O MITO QUE NINGUÉM PRECISOU DECLARAR ──

O Curupira entrou no registro histórico documental em 30 de maio de 1560, quando o padre José de Anchieta o descreveu em carta aos superiores jesuítas como um ser das matas com os pés virados para trás, capaz de confundir caçadores e proteger a floresta com inteligência animal e presença sobrenatural. Cinco séculos depois, o mito permanece vivo no imaginário amazônico exatamente porque sua lógica é universal e atemporalmente eficaz: o poder que não precisa se anunciar é o poder que sobrevive a todos os ciclos, a todos os adversários e a todas as eleições.

Roberto Cidade nunca disse publicamente que se identifica com o Curupira. A comparação não é declaração política — é análise jornalística. E ela emerge naturalmente, quase inevitavelmente, quando se observa com atenção como o parlamentar construiu cada degrau da sua trajetória: silenciosamente, sistematicamente, com timing tão preciso que cada anúncio público chegou apenas depois que a estrutura necessária já estava erguida, operacional e invisível para os adversários.

O paralelo com Almeida é revelador não porque os dois líderes sejam opostos, mas precisamente porque são complementares dentro da mesma ecologia política. Ajuricaba e Curupira não se excluem na mitologia amazônica — eles protegem territórios diferentes com métodos radicalmente distintos. Ajuricaba protege pelas batalhas campais, pelo confronto que define lados, mobiliza seguidores e cristaliza identidades. O Curupira protege pelas trilhas, pela desorientação estratégica do invasor, pela presença que se revela apenas quando é tarde demais para o adversário recuar ou reorganizar suas forças. Em 2026, essa distinção pode ser a diferença entre o símbolo que inspira e o poder que vence.

── A TRAJETÓRIA QUE NINGUÉM VIU CHEGAR ──

Nascido em 2 de outubro de 1986 em Manaus, Roberto Cidade não começou pelo topo nem pelo centro. Começou como suplente de vereador em 2016, colhendo 6.285 votos — número suficiente para assumir uma cadeira na Câmara Municipal em 2018, quando outro vereador se afastou do cargo. O detalhe é mais revelador do que parece: ele não ganhou o primeiro mandato pelo voto direto. Ganhou pela persistência, pela posição estratégica e pelo aproveitamento de uma janela que se abriu quando os adversários não estavam olhando. O Curupira não ataca de frente. Ele espera que a floresta trabalhe por ele — e depois ocupa o espaço que se abre.

Em 2018, Cidade deu o salto para a Assembleia Legislativa com 33.239 votos e o segundo lugar na lista dos mais votados do estado. Quatro anos de mandato depois — marcados pela presidência da Aleam, pela articulação constante com o governador Wilson Lima e por uma presença territorial que poucos parlamentares estaduais brasileiros conseguem sustentar com regularidade — o número saltou para 105.510 votos, o patamar histórico. O crescimento de 217% entre dois ciclos eleitorais consecutivos não é acidente de percurso nem resultado de conjuntura favorável. É o resultado visível de um método que funciona exatamente como o mito: invisível na construção, irresistível no resultado.

Entre os dois mandatos estaduais, Cidade não ficou parado no plenário aguardando o próximo ciclo. Como presidente da Aleam por três mandatos consecutivos — feito sem precedente na história da Casa, que remonta a 1835 — destinou R$ 32 milhões em emendas parlamentares para Manaus, com foco em saúde, educação e inclusão social. Em dezembro de 2025, aprovou a liberação de R$ 160 milhões do Fundo de Tributação e Investimento para a área da saúde de 61 prefeituras amazonenses. Foram dele também propostas de redução de 50% no IPVA estadual, ampliação da CNH Social para trabalhadores de baixa renda e a criação de Centros de Inovação e Empreendedorismo no interior do estado. O Curupira protege porque entrega — não apenas porque aparece.

── OS PÉS VIRADOS PARA TRÁS: A VIRTUDE QUE PARECE DEFEITO ──

Todo arquétipo tem sua sombra, e o Curupira não é exceção. Os pés virados para trás — que na floresta confundem quem tenta rastrear sua passagem e identificar para onde o ser verdadeiramente se dirige — na cultura política brasileira são facilmente lidos como falsidade, duplicidade ou falta de linearidade ideológica. E os adversários de Roberto Cidade já tentaram explorar exatamente esse flanco em mais de uma ocasião ao longo da sua trajetória recente.

Em 2024, quando disputou a prefeitura de Manaus logo após ser reeleito deputado estadual em 2022, a acusação de oportunismo chegou de múltiplos flancos políticos. Em outubro daquele ano, Cidade obteve 187.566 votos na disputa municipal — 17% do eleitorado manauara — mas não alcançou o segundo turno. David Almeida foi reeleito no primeiro turno com folga expressiva. A derrota foi real, inegável e registrada. Mas o número de votos foi expressivo para quem disputava pela primeira vez a gestão da capital sem ser o candidato favorito. Os pés virados para trás levaram-no a territórios eleitorais que antes não integravam seu núcleo de influência — e essa expansão ficou.

Em 13 de fevereiro de 2026, a contradição emergiu com nitidez suficiente para ser registrada pela imprensa local. Cidade declarou publicamente, sem citar nomes mas com contexto inequívoco: "acabaram de sair de uma eleição e já está pensando em ser governador". A frase mirava diretamente o movimento de David Almeida em direção ao executivo estadual para 2026. O problema — registrado pelo Amazonas1 e por outros veículos de cobertura local — é que o próprio Cidade havia confirmado sua pré-candidatura à Câmara Federal em julho de 2025, meses antes dessa declaração, e havia disputado a prefeitura em 2024 logo após a reeleição estadual em 2022. Os pés virados para trás do candidato estavam, desta vez, visíveis ao registro jornalístico.

A contradição foi notada, registrada e publicada com destaque. Cidade não a negou. E aqui está a chave interpretativa para entender a estratégia do Curupira moderno: a ressignificação não é negação. Os pés virados para trás não são apresentados como defeito a ser escondido — são reposicionados como virtude política. A "confusão" é estratégica contra os adversários que tentam prever seus movimentos. A "clareza" é oferecida ao eleitorado que busca um protetor das trilhas. Quem está tentando seguir seus rastros se perde na floresta. Quem está sob sua proteção encontra o caminho.

── A ESTRUTURA NO PARQUE DAS LARANJEIRAS?: O CURUPIRA TEM INSTAGRAM ──

Nos bastidores da política manauara, uma informação circula com consistência crescente entre analistas, jornalistas e operadores eleitorais: Roberto Cidade já opera, no Parque das Laranjeiras, uma estrutura de marketing político de alto padrão profissional que não corresponde ao perfil de um comitê improvisado montado às vésperas do período eleitoral. O que se descreve, em fontes que acompanham os bastidores com regularidade, é uma central de inteligência eleitoral com equipe especializada em comunicação política, produção de conteúdo digital sistemática e contínua, monitoramento de percepção pública e planejamento de presença territorial de médio prazo.

O Curupira do século XXI não vive apenas na floresta física. Ele tem presença digital estruturada, tem máquina de produção de conteúdo que mantém o nome vivo no algoritmo e no imaginário eleitoral, tem equipe que mapeia cada bairro de Manaus e cada município do interior com a mesma precisão estratégica com que o ser mitológico conhecia cada trilha, cada clareira e cada ponto de emboscada da mata amazônica. A estrutura não se anuncia. Funciona.

A evidência mais concreta e documentável do método está na campanha pela prefeitura de 2024. Cidade inaugurou oficialmente sua disputa às 00h01 do primeiro dia do período eleitoral legalmente permitido, com um "adesivaço" simultâneo em cinco zonas da cidade — operação que exige coordenação prévia de escala, equipe posicionada com antecedência considerável e logística executada com precisão milimétrica. A antecipação não foi espontaneidade do candidato ou entusiasmo da militância. Foi planejamento. O Curupira não improvisa na floresta. Ele conhece o terreno com meses de antecedência antes do caçador sequer saber que há uma trilha.

── O TABULEIRO AMAZÔNICO: ONDE O CURUPIRA MOVE SEM SER VISTO ──

O Amazonas de 2026 é um estado em rearranjo profundo de forças cujo tabuleiro ainda não tem posições definitivas consolidadas. O governador Wilson Lima, do União Brasil, não pode se reeleger constitucionalmente — e sua saída do executivo estadual abre uma disputa em aberto que ainda não tem favorito incontestável. Omar Aziz (PSD) é cotado como candidato ao governo estadual. Eduardo Braga (MDB) projeta candidatura ao Senado. David Almeida, prefeito reeleito de Manaus com folga considerável, movimenta-se claramente para o executivo estadual — e essa ambição já gerou os atritos visíveis que Cidade verbalizou publicamente em fevereiro de 2026.

Nesse cenário de peças ainda em movimento, a posição estratégica do Curupira é vantajosa por natureza. Cidade declarou, no mesmo dia da crítica ao movimento de Almeida: "irei caminhar com o povo e no que é melhor para o nosso estado. Somos grupo, entendo o posicionamento do governador Wilson Lima". A frase é linguagem política clássica de quem mantém fidelidade partidária sem se submeter integralmente à pauta de todos os aliados em todos os momentos. O "caminhar com o povo" é a janela que deixa aberta para posicionamentos independentes quando a floresta exigir. É o Curupira sinalizando que conhece mais de uma trilha para o mesmo destino — e que escolherá a que convém no momento em que convém.

O relacionamento entre o Amazonas e o governo federal acrescenta uma variável importante ao cálculo eleitoral. Levantamento realizado pela plataforma Fiquem Sabendo, com base em análise de 4.488 compromissos da agenda presidencial entre 2023 e 2025, revelou que o contato de políticos do Amazonas com o presidente Lula representa apenas 0,11% da agenda presidencial — muito abaixo do Pará, onde o governador Helder Barbalho registrou nove encontros presenciais com Lula no período. O único encontro coletivo relevante envolvendo figuras do Amazonas foi em novembro de 2024, quando David Almeida, Omar Aziz e Eduardo Braga negociaram R$ 495 milhões para projetos de mobilidade urbana em Manaus. Para um futuro deputado federal do estado, essa periferização na agenda federal é tanto desafio quanto narrativa — e Cidade pode transformá-la em argumento de campanha.

── AS PESQUISAS E O CAMPO ELEITORAL ──

A primeira pesquisa quantitativa divulgada sobre a disputa federal de 2026 no Amazonas foi realizada pela Direto ao Ponto Pesquisas entre 12 e 19 de abril de 2025, com 2.002 entrevistas, margem de erro de 2,25 pontos percentuais e nível de confiança de 95,5%. O resultado colocou Roberto Cidade na liderança das intenções de voto para a Câmara Federal com 11% — à frente de Sargento Salazar e Amom Mandel, ambos com 10%, configurando empate técnico no topo de uma lista ainda bastante disputada e sujeita a alterações significativas nos meses seguintes.

O Amazonas elegerá 10 deputados federais em outubro de 2026. A matemática eleitoral proporcional funciona de forma fundamentalmente diferente da majoritária: não é preciso ser o primeiro colocado, é preciso ultrapassar o quociente eleitoral da coligação. Mas liderar as intenções de voto dezoito meses antes da eleição, mesmo em empate técnico com adversários próximos, confere visibilidade de posicionamento e dificulta a consolidação de adversários que ainda não têm nome reconhecido pelo eleitorado. O Curupira que aparece nas pesquisas antes de aparecer formalmente na campanha já ocupou o território imaginário do eleitor — e esse território é difícil de retomar.

O perfil do eleitorado amazônico traz variáveis que Cidade conhece com profundidade. Pesquisa da Perspectiva Mercado e Opinião realizada em dezembro de 2025 revelou que 31% do eleitorado manauara prefere candidatos sem vínculo explícito com Lula ou Bolsonaro, enquanto 19% priorizam candidatos alinhados ao ex-presidente e 16% preferem apoiados pelo presidente atual. Manaus é, historicamente, uma das capitais mais bolsonaristas do Brasil: em 2022, Bolsonaro derrotou Lula na cidade por 61,28% a 38,72%. Cidade navega no centro-direita do União Brasil sem se definir pelos extremos — posição que pode capturar precisamente o terço do eleitorado que rejeita os dois polos e que nenhum candidato claramente identificado com um dos lados consegue alcançar de maneira natural.

── FORÇAS, VETORES E OS RISCOS QUE O CURUPIRA NÃO PODE IGNORAR ──

Roberto Cidade entra na disputa federal de 2026 com três ativos que poucos candidatos amazônicos conseguem combinar simultaneamente com a mesma consistência. Primeiro, o capital de reconhecimento: 105.510 votos é uma base que não se constrói em um único ciclo eleitoral — representa anos de acumulação territorial sistemática, bairro por bairro, visita por visita, entrega por entrega documentada. Segundo, a estrutura: a presença profissionalizada que já opera no Parque das Laranjeiras indica que a campanha não será improvisada nem reativa, mas orquestrada com planejamento de médio prazo, equipe especializada e produção contínua de conteúdo orientada para objetivos específicos. Terceiro, o timing: confirmar pré-candidatura em julho de 2025 e liderar pesquisas desde abril de 2025 é construir o terreno antes que a floresta eleitoral seja oficialmente aberta.

Os vetores de crescimento são identificáveis com clareza. A expansão para o interior do Amazonas é o mais urgente e estrategicamente prioritário — deputados federais dependem de votos em todo o estado, e Roberto Cidade ainda tem penetração majoritariamente concentrada em Manaus. Sua atuação como presidente da Aleam por três mandatos e as emendas parlamentares destinadas a 61 municípios do estado são pontes concretas para regiões onde ainda não é nome consolidado no imaginário eleitoral local. A conexão com o grupo político do governador Wilson Lima, que opera com ampla rede de prefeitos e gestores municipais no interior, pode ativar estruturas locais que ampliem significativamente a capilaridade da campanha fora da capital — território onde o Curupira ainda precisará aprender novas trilhas.

O segundo vetor é a mobilização de jovens eleitores. Cidade tem investido sistematicamente em presença digital e em linguagem próxima dos eleitores mais jovens, segmento que cresce eleitoralmente a cada ciclo em Manaus e no interior do estado. A estrutura do Parque das Laranjeiras produz conteúdo que mira exatamente esse público, que consome informação política de forma radicalmente diferente das gerações anteriores e responde a formatos que integram presença física e presença digital de maneira simultânea e orgânica.

Os riscos merecem registro factual preciso. O principal é a percepção de campanha permanente: Cidade já disputou a prefeitura em outubro de 2024 logo após a reeleição estadual em 2022, e agora mira o federal em 2026. A sequência pode gerar nos eleitores a sensação de um candidato em movimento constante entre ambições sem projeto definido e consistente de longo prazo. A contradição registrada pela imprensa em fevereiro de 2026 — criticar campanhas antecipadas enquanto mantém pré-candidatura federal desde julho de 2025 — é um ponto frágil que adversários organizados e com recursos podem explorar com eficácia crescente na medida em que a campanha avança. O segundo risco é a fragmentação do voto de centro-direita em campo competitivo: com Salazar e Mandel empatados tecnicamente na mesma faixa, o campo não é de hegemonia de Cidade, e novos entrantes com recursos e estrutura podem redefinir o tabuleiro nos meses decisivos.

── CONCLUSÃO: BRASÍLIA COMO A FLORESTA MAIOR ──

Há uma diferença fundamental entre o gesto de Ajuricaba e o método do Curupira, e ela está exatamente no tipo de vitória que cada arquétipo persegue e na forma como cada um define o que significa vencer. Ajuricaba venceu na história ao se tornar símbolo imortal de resistência e identidade — mesmo derrotado militarmente, mesmo submerso no Rio Negro, seu nome atravessou cinco séculos. Sua vitória é de longo prazo, de narrativa, de identidade que transcende completamente o resultado imediato de qualquer disputa. O Curupira não busca o símbolo. Busca o território. E proteger o território exige presença contínua, conhecimento profundo das trilhas e a astúcia de nunca revelar completamente onde está nem para onde vai.

Roberto Cidade não chegará à disputa federal de 2026 improvisado, sem estrutura ou sem votos acumulados. Chegará como um dos candidatos mais bem posicionados do estado — com capital eleitoral de 105.510 votos construído em dois ciclos consecutivos, com estrutura profissionalizada já em operação no Parque das Laranjeiras, com liderança nas pesquisas registrada desde abril de 2025, com emendas que criaram pontes concretas em 61 municípios do interior do Amazonas e com alinhamento estratégico ao grupo político do governador Wilson Lima que pode ativar redes locais em escala quando a campanha formal for iniciada.

Quem acompanhou a trajetória de Roberto Cidade nos últimos dez anos reconhece o padrão que se repete: cada etapa foi construída silenciosamente antes de ser anunciada publicamente. O Curupira não anuncia que é o guardião da floresta. Ele simplesmente está lá, conhecendo cada trilha, mapeando cada clareira, esperando no ponto certo, quando o invasor menos espera e quando o eleitor mais precisa de um guia que conheça os caminhos. Em outubro de 2026, o eleitorado do Amazonas vai descobrir se prefere o grito épico de Ajuricaba ou o silêncio estratégico do Curupira para representá-lo em Brasília. A aposta de Roberto Cidade é que, no fim, quem conhece os caminhos tem mais chance de chegar ao destino do que quem sabe apenas dizer não.

O único dado que ainda não existe — e que encerra qualquer análise para abrir uma completamente nova — é o resultado das urnas de outubro de 2026.

Esta matéria consultou 42 fontes documentais e jornalísticas, incluindo: SAPL Aleam (biografia e proposições), Direto ao Ponto Pesquisas (abril/2025), Perspectiva Mercado e Opinião (dezembro/2025), Portal Fiquem Sabendo, TSE (dados eleitorais 2016–2024), Portal da Transparência AM, Amazonas1, BNC Amazonas, Revista Cenarium, Diário da Capital, Em Tempo, Chumbo Grosso, Portal Chibata, Opinião Manauara, declarações públicas de Roberto Cidade (fevereiro/2026) e fontes complementares do ciclo eleitoral 2025–2026.

ADÃO JOSÉ GOMES Jornalista — MTB-AM 000191 ´- Analista de Inteligência Política, Empresarial, Setorial e Estratégica - MBA em IA para Organizações Contemporâneas — La Salle University - SNCPI — Sistema de Governança Cognitiva Ativo - Fundador do portal de notícias mais antigo do Amazonas (desde 2000) Especialista em Análise de Risco Estratégico e Blindagem de Dados - Pesquisa Jurídica Aplicada · Análise Normativa e Regulatória para Gestão de Risco - 25 anos · 80.000+ entregas · Zero processos judiciais "A tecnologia executa, o autor conduz." - Metodologia Proprietária — Protocolo AZR-BRS v2.0 AZR Híbrido — nafesta.com.br

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