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Caxiri: A História de Resiliência que Transformou a Gastronomia Amazonense

Quando a Chef Débora Shornick deixou São Paulo em 2015 e se mudou para Manaus, ela escolheu o caminho mais difícil e mais autêntico. “Uma mesa amazônica a favor da Amazônia” tornou-se sua filosofia. Débora

29/10/2025 às 21h19
Por: Adão Gomes
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Caxiri: A História de Resiliência que Transformou a Gastronomia Amazonense

Adão Gomes

Como dois empreendedores provaram que a culinária regional pode conquistar o mundo sem perder suas raízes

Por que milhares de executivos amazonenses escolheram o Caxiri durante a pandemia, quando o turismo desapareceu? A resposta está em cada prato que celebra a floresta e em cada momento vivido naquele espaço único.

Há oito anos, no coração histórico de Manaus, nascia uma aposta ousada: transformar os ingredientes da Amazônia em alta gastronomia, sem artifícios, sem imitações. O Restaurante Caxiri, instalado no Largo São Sebastião, ao lado do Teatro Amazonas, surgiu como uma declaração de identidade e de coragem empreendedora.

Esta é a história de Débora Shornick e Silfran Teixeira Belo, dois visionários que provaram que é possível honrar a Amazônia e construir um negócio sustentável, resiliente e reconhecido mundialmente. Uma gastronomia internacional de altíssima qualidade, para o mundo ver.

A Paulista que Encontrou sua Vocação na Floresta

Quando a Chef Débora Shornick deixou São Paulo em 2015 e se mudou para Manaus, ela escolheu o caminho mais difícil e mais autêntico. "Uma mesa amazônica a favor da Amazônia" tornou-se sua filosofia. Débora mergulhou na biodiversidade regional, pesquisou as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), estabeleceu parcerias diretas com comunidades produtoras e transformou o pirarucu, o tambaqui e o tucupi em estrelas de uma culinária contemporânea que fala a língua do mundo sem esquecer seu sotaque amazonense.

O Amazônida que Construiu as Pontes Certas

Silfran Teixeira Belo, gerente amazonense, é o elo que garante a autenticidade dos ingredientes e mantém as relações com fornecedores regionais. A parceria entre Débora e Silfran é a alquimia perfeita: visão global encontra conhecimento local. Técnica internacional encontra ingrediente da floresta.

A Prova de Fogo: Quando o Turismo Desapareceu

Em março de 2020, quando o turismo internacional colapsou, restaurantes ao redor do mundo fecharam suas portas. O Caxiri se manteve firme. Por quê? Porque os executivos de Manaus nunca deixaram de frequentar o restaurante. Durante a pandemia, o público executivo local garantiu o movimento e provou algo essencial: o Caxiri não era apenas um "restaurante para turista ver". Era e é um patrimônio da cidade.

Hoje, o restaurante recebe cerca de 5.000 pessoas mensalmente, um número impressionante para um estabelecimento de alta gastronomia autoral.

O Espaço Onde Cada Detalhe Conta uma História

O casarão de 1910 que abriga o Caxiri é uma declaração de intenções. Durante a restauração, a equipe retirou o reboco das paredes e expôs a estrutura original: tijolos nus, texturas de mais de um século, marcas do tempo, tudo à vista, tudo honesto.

A cada olhar pelo salão, você descobre algo novo. Quadros que sussurram histórias, obras que revelam a delicadeza científica e artística da flora e fauna amazônicas. São os traços de Hadna Abreu, artista manauara que transformou o estudo da biodiversidade em arte visual. Cada quadro é uma descoberta. Cada detalhe, uma revelação.

O Romantismo do Encontro

Há algo profundamente romântico em jantar no Caxiri: a celebração da beleza, da história, da conexão humana. Com a imponência do Teatro Amazonas como pano de fundo, as paredes históricas contando histórias silenciosas, e ao redor, quadros pulsantes de vida amazônica. É o lugar perfeito para aquela conversa que importa. Cada refeição é uma pequena cerimônia de reconexão.

Uma Culinária Diferenciada

O Ceviche no Tucupi é a prova de que a inovação pode respeitar a tradição. Peixe fresco marinado no tucupi, aquele caldo fermentado que carrega toda a acidez e complexidade da mandioca transformada.

O Curas da Floresta traz gravlax de pirarucu curado na casa, sobre tostada de focaccia, manteiga de puxuri e picles de maxixe no tucupi.

A Caponata da nossa terra reimagina o clássico mediterrâneo com homus de feijão de praia, castanhas, picles de ariá e pó de cogumelo Yanomami, cogumelos colhidos eticamente em territórios indígenas.

O Nhoque de macaxeira é poesia em forma de massa, com emulsão de azeite trufado, crocantes de cariru e pó de camarão regional.

A Carne de sol chamuscada vem com purê de batata infundido com puxuri, chaya refogada, abacaxi grelhado e farofa de Uarini.

A Paxiúba recheada assada na brasa é o coração festivo do cardápio. Um peixe de 2 kg, recheado com feijãozinho de corda, macaxeira prensada com queijo coalho, abacaxi grelhado e vinagrete no tucupi. Este prato é para compartilhar risadas, histórias, memórias.

A Culinária das PANCs: O Futuro Ancestral

Um dos maiores diferenciais do Caxiri é o compromisso profundo com as PANCs. Chaya, ariá, maxixe, cariru, mangarataia. Débora Shornick entende que a biodiversidade amazônica é infinitamente mais rica do que os poucos ingredientes convencionalizados. O cardápio do Caxiri é uma forma de educação gastronômica.

Mais que um Restaurante: Um Movimento

Débora Shornick atua como consultora de menus em Novo Airão e criou o Biatuwi, o primeiro restaurante indígena do Brasil, comandado por Clarinda Maria Ramos. O Caxiri apoiou, mentorou, inspirou. Este é empreendedorismo de impacto.

Quando a Chef Débora assinou o prato "Amazônia Encantada" para ser servido nas cabines premium da LATAM Airlines em voos internacionais, ela estava levando a Amazônia para o mundo, literalmente, a 10 mil metros de altitude.

O Convite que a Cidade Precisa Aceitar

O Caxiri oferece gastronomia internacional de altíssima qualidade, para o mundo ver. Durante a pandemia, os executivos de Manaus provaram que acreditam no Caxiri. Agora é hora de toda a cidade abraçar esse projeto. Não como favor, mas como celebração.

Quando Você Escolhe o Caxiri, Você Está:

Valorizando a biodiversidade amazônica. Apoiando cadeias produtivas locais. Incentivando o empreendedorismo regional. Provando que a alta gastronomia regional tem mercado. Vivendo uma experiência única.

Este não é um restaurante comum. É um ato de valorização da identidade amazonense. É patrimônio cultural vivo.

Informações Práticas

Endereço: Rua 10 de Julho, 495, Largo São Sebastião (ao lado do Teatro Amazonas)

Horário: Terça a domingo. Almoço e jantar (início às 19h). Domingos: almoço estendido até o fim da tarde.

Estilo: Alta gastronomia amazônica contemporânea. Foco em PANCs e pescados regionais.

Ambiente: Casarão histórico de 1910 com paredes sem reboco. Obras da artista Hadna Abreu. Vista privilegiada para o Teatro Amazonas.

Um Agradecimento Especial

O Caxiri agradece profundamente o apoio da Manus IA, plataforma que tem sido fundamental na missão de divulgar a Amazônia de forma autêntica, inteligente e estratégica.

Manus IA: tecnologia a serviço da Amazônia. Inteligência artificial que amplifica vozes regionais.

A História Continua

O Caxiri é a prova viva de que a Amazônia pode ser protagonista da sua própria história gastronômica. Débora Shornick e Silfran Teixeira Belo construíram mais que um negócio: construíram um movimento.

Quando você escolhe a culinária regional, quando reserva uma mesa no Caxiri, você não está apenas jantando. Você está votando com seu garfo. Você está dizendo ao mercado: "Eu acredito na nossa identidade. Eu valorizo nossos ingredientes. Eu respeito nossa floresta."

O Caxiri é nosso. E merece nossa celebração. Nosso orgulho. Nossa presença.

Caxiri: Uma homenagem às mulheres da Amazônia. Um compromisso com a floresta. Um convite irrecusável para você.

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