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CPI da Saúde: Delegado Camargo propõe investigação sobre caos no sistema público de Rondônia

O drama diário enfrentado por milhares de rondonienses nos hospitais do Estado ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (9).

10/09/2025 às 11h07
Por: Adão Gomes Fonte: ALE-RO
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 Deputado Delegado Camargo (Republicanos) (Foto: Secom | ALE/RO)
Deputado Delegado Camargo (Republicanos) (Foto: Secom | ALE/RO)

 O deputado Delegado Camargo (Republicanos) propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar graves irregularidades na gestão da saúde em Rondônia.

A CPI irá apurar desde a polêmica obra do Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro), a contratação da Unops para o Hospital Regional de Guajará-Mirim, até denúncias sobre contratos de máscaras durante a pandemia e a situação de abandono de hospitais estratégicos, como o Hospital João Paulo II, o Hospital de Base Ary Pinheiro, o Cemetrom, o Cosme e Damião e o Hospital Regional de Cacoal.

O Hospital João Paulo II, referência em atendimentos de média e alta complexidade, evidencia o colapso da saúde pública no Estado: falta de medicamentos e insumos, equipamentos essenciais quebrados, filas extensas e infraestrutura precária comprometem o atendimento a milhares de pacientes, denunciando a gestão deficiente e o abandono das unidades estratégicas de saúde.

Auditorias do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) já revelaram um cenário alarmante: equipamentos essenciais quebrados, falta de medicamentos, escalas de plantões descumpridas, corredores transformados em enfermarias improvisadas, infiltrações, banheiros precários e uso de panos coletivos para higienização.

“O sistema de saúde entrou em colapso. A CPI é a resposta do Parlamento às inúmeras denúncias de má gestão e desperdício de recursos. O povo de Rondônia precisa de respostas urgentes e de atendimento digno”, afirmou o deputado Delegado Camargo.

A comissão terá poderes para convocar autoridades, ouvir testemunhas, requisitar documentos e apontar responsabilidades. Caso sejam constatadas irregularidades, os resultados poderão ser encaminhados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas para responsabilização.

O objetivo, segundo Delegado Camargo, é romper com o ciclo de abandono da saúde pública e garantir que os recursos não continuem sendo consumidos pela má gestão. “Chegou a hora de dar um basta. A Assembleia Legislativa vai cumprir seu dever de fiscalizar e cobrar soluções imediatas”, reforçou.

A instalação da CPI depende agora da adesão mínima dos deputados, conforme prevê a Constituição Estadual e o Regimento Interno.


Texto: Assessoria Parlamentar
Foto: Secom | ALE/RO

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