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Hérnia: mais de 9 mil fizeram cirurgia no Amazonas

Nos últimos quatro anos, Governo do Amazonas realizou mais de 9 mil procedimentos cirúrgicos de hérnia umbilical e inguinal.

25/11/2022 às 17h35
Por: Adão Gomes Fonte: Secom Amazonas
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Foto: Reprodução/Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas

Nos últimos quatro anos, Governo do Amazonas realizou mais de 9 mil procedimentos cirúrgicos de hérnia umbilical e inguinal

Em quatro anos, mais de 9,3 mil cirurgias de hérnias umbilicais e inguinais foram realizadas em pessoas acometidas pela doença no Amazonas. Os dados são daSecretaria de Estado de Saúde (SES-AM)e refletem os atendimentos na rede pública. A cirurgia é o único tratamento efetivo para a doença que pode acometer homens e mulheres.

As hérnias abdominais externas ocorrem por uma “falha” na musculatura que reveste a parede abdominal e podem ser congênitas (de nascimento) ou adquiridas. O principal sinal das hérnias de parede é o abaulamento da região acometida, que piora com os esforços abdominais. A hérnia pode ser assintomática ou também causar algum desconforto, como dor.

O cirurgião-geral Júlio Flôres explica que algumas atividades de trabalho e de esporte, algumas doenças e hábitos de vida, além do próprio envelhecimento natural, podem predispor ao surgimento de hérnias. Elas podem ocorrer na cicatriz umbilical, na região inguinal, na região inguino-escrotal (da virilha para a bolsa escrotal), na região femoral, na linha média do abdome, sobre cicatrizes de cirurgias abdominais, entre outras regiões.

“Em algumas situações ela fica tanto tempo presa e se tiver, por exemplo, conteúdo intestinal dentro da hérnia, ocorre uma necrose. É uma hérnia estrangulada e, nesse caso, o paciente tem um maior risco de complicações”, disse o cirurgião.

Nesses casos, o médico orienta que o paciente procure imediatamente um pronto-socorro, uma vez que uma cirurgia de urgência pode ser necessária. A demora em procurar auxílio hospitalar pode acarretar complicações da doença, com risco de óbito do paciente.

O profissional de saúde reforça que o tratamento das hérnias é cirúrgico, usualmente eletivo (programado), por meio de consultas em ambulatórios de atenção secundária em cirurgia geral.

O lanterneiro Gerson de Lima, de 41 anos, percebeu que estava com duas hérnias há seis anos, mas não procurou atendimento médico. Com o passar do tempo, as dores foram aumentando, impedindo-o de trabalhar.

“Comecei a sentir muita dor, comecei a procurar os médicos, encaminhamento e, após fazer exames, constatei que tinha hérnia umbilical. E também uma hérnia inguinal, que era a maior e que mais doía”, relatou.

Gérson procurou atendimento na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), e relatou o bom atendimento recebido na unidade de saúde. “Os procedimentos estão sendo feitos aqui, não demoraram. Chegamos aqui acho que há menos de três meses. E agora a cirurgia, se Deus quiser! Vou ficar bom de novo para voltar às batalhas”, acrescentou.

Atendimento


Os pacientes que identificarem alguma anormalidade do tipo na região umbilical, virilha ou outro local devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e solicitar atendimento para unidades de saúde que realizam a cirurgia. O agendamento é realizado por meio do Sistema de Regulação (Sisreg).

No Amazonas, há três locais que operam hérnias eletivamente pelo SUS: Fundação Adriano Jorge, Hospital Universitário Getúlio Vargas e Hospital Delphina Aziz.

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