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Estado recebe doação de 200 mil bolsas de paracetamol injetável

Buscando alternativas para minimizar os impactos causados pela falta de dipirona, problema que atinge atualmente todos os hospitais do país, o gove...

04/05/2022 às 17h45
Por: Adão Gomes Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

Buscando alternativas para minimizar os impactos causados pela falta de dipirona, problema que atinge atualmente todos os hospitais do país, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), recebe nesta quarta-feira, 4, a doação de 200 mil bolsas de paracetamol injetável, da indústria farmacêutica Halexistar, sediada em Goiânia (GO).

O medicamento chegou ao depósito da Sesacre, em Rio Branco, na manhã desta quarta-feira, 4. Foto: Odair Leal/Secom
O medicamento chegou ao depósito da Sesacre, em Rio Branco, na manhã desta quarta-feira, 4. Foto: Odair Leal/Secom

O produto possui similaridade com a dipirona, não apresenta contraindicações, tem efeito analgésico, alivia dores e também a febre. Geralmente é uma opção encontrada nas farmácias em comprimido, contudo, na forma injetável, tem produção exclusiva da indústria goiana, estando em processo de negociação de preço para comercialização junto à Anvisa. O valor da medicação doada é de aproximadamente R$ 500 mil.

“O medicamento chegou em nosso depósito de assistência farmacêutica e deve começar a ser distribuído entre as unidades de saúde do estado ainda hoje. Esse foi apenas um carregamento, ao todo serão cem mil bolsas de paracetamol injetável de 50mg e outras cem mil de 100mg”, explicou a secretária de Saúde, Paula Mariano.

A secretária da pasta esteve no depósito para receber a doação da empresa farmacêutica. Foto: Odair Leal/ Secom
A secretária da pasta esteve no depósito para receber a doação da empresa farmacêutica. Foto: Odair Leal/ Secom

Por que falta dipirona injetável?

O baixo estoque de dipirona injetável nos hospitais brasileiros públicos e privados está relacionado com o custo e regulação de preço dos medicamentos no Brasil. Atualmente, o analgésico não é produzido no país, sendo apenas o envase nacional. Com isso, a demanda é suprida pela importação.

O valor pelo qual este medicamento deve ser comercializado é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), que está ligada a diferentes ministérios e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As farmácias e drogarias, assim como laboratórios, distribuidores e importadores, não podem cobrar pelos medicamentos preço acima do permitido pela Cmed”, avisa site do órgão.

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